quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Os SUStos do SUS



Os SUStos do SUS



Há notícias e informações que o conceito de SUS (Sistema Único de Saúde) é um conceito de excelência. Uma ideia invejada e copiada por outros países. 

Planejamentos e ideias governamentais partem e acontecem dentro de gabinetes, com portas fechadas, sem uma investigação in loco. São pensados, analisados e implantados. Daí surge problemas que voltam aos gabinetes para serem resolvidos. E voltam para as ruas com as soluções vindas dos mesmos gabinetes de onde saíram planejados. Planejamentos com mapas e plantas; com computadores e calculadoras; em ambiente com ar condicionado, cafezinho e água gelada. Planejamentos com ideias refrigeradas, para ruas quentes, cheias de gente, e sempre mal planejadas. 

Ruas planejadas e idealizadas para os carros, com falta de recuos, faixas de seguranças e calçadas. Ruas para carros refrigerados, com seus passageiros ou condutores isolados dos sistemas de ônibus coletivos; carros que levam cabeças pensantes a gabinetes isolados: da população, das ruas e das calçadas.

E o Sistema Único de Saúde (SUS), esta sempre pronto a dar um SUSto no usuário. Cada vez mais novos SUStos vão se somando e adicionando a uma lista, que não é de remédios ou indicações de procedimentos alimentares. Sempre sujeitas a efeitos colaterais e com contraindicações em determinados casos. Talvez sejam assim por falhas técnicas. Faltas de técnicas e procedimentos, os conceitos iniciais aprendidos em cursos da área médica, antes do período de atendimento. 

Uma lista de problemas que aumenta, deixando de ser aguda em um momento, para ser uma lista crônica e permanente, sujeita a novas patologias. Seja ela por falta de atendimento, falta de medicamento, falta de suprimento ou falta de equipamento. Falhas no abastecimento e falta de planejamento, falta de reconhecimento das falhas. Quando há reconhecimentos de falhas, ficam faltando novos acompanhamentos.

Ao procurar um Posto de Saúde (PS), o primeiro SUSto a acontecer, pode ser o de não ser o dia certo, ou horário certo, de fazer um agendamento, para uma consulta desejada. Ops! Cheguei no dia errado, ou na hora errada. Solução: voltar ao ponto inicial. Outro SUSto, o PS pode não ter a especialidade desejada. Ops! Cheguei ao local errado. Solução: voltar ao ponto inicial. E novos horários, novos dias e novos locais devem ser consultados. 

Pacientes que se tornam profissionais em atendimentos, acabam por aprender os atalhos e os caminhos das pedras. Caminhos que podem mudar em algum momento. Aprendem os caminhos dos sistemas. Sistemas respiratório e digestivo; sistemas circulatórios e sistemas eliminatórios.  Sistemas únicos e particulares de saúde. Sistemas pessoais e sistemas coletivos. Informações que não são aprendidas em bancos escolares, mas em bancos hospitalares e ambulatoriais. O susto de um, pode ser o beneficio do outro. Com seus aparelhos conectados podem pesquisar enquanto há uma espera de um atendimento, consultar outros pacientes já medicados.

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Em uma atitude, e uma necessidade emergencial, procurando um Pronto Socorro (PS). Novos SUStos poderão acontecer. Chegando asSUStado ao PS, e encontrando corredores lotados, falta de leitos, falta de funcionários, falta de médicos para atendimentos emergenciais, oPS! Cheguei atrasado, no local errado, na hora errada e no momento errado, chegando a pensar: “Eu que sou o culpado por ter me machucado, e me dirigir ao local errado”. Excesso de gente para ser atendida com falta de contingente para atender. Solução: voltar ao ponto inicial

Até aqui são alguns SUStos que o SUS pode oferecer. E cada vez mais o cidadão que anda assustado, por andar nas ruas e ter a necessidade de recorrer ao SUS, depois de um assalto ou em acidentes com vitimas, e fazer ter seus cheques sustados. Depois de acidentes automobilísticos ou ter seus bens furtados. Medos de ferimentos, medicamentos e feridas suturadas, em um sistema saturado.
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Os SUStos continuam mesmo sem vitimas, e sem ferimentos, contusões ou escoriações. E os necessitados do SUS prosseguem com seus aparelhos em bancos e corredores, em um modo de espera, respirando e SUSpirando, aguardando a sua vez, o próximo paciente, de uma lista interminável.

RN, 22/01/2015


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